AMÚVK Santa chega para ocupar o Jaraguá com música, pista e cultura urbana

31 de março de 2026 às 10:20
Entretenimento

Foto: assessoria

Por Assessoria 

Cultura de baile. Cultura de pista. Cidade em movimento, através da música, dança, corpos e da celebração aos encontros. É com essa proposta e conceitos que a Amúvk Produções realiza, no próximo dia 4 de abril, a AMÚVK Santa, uma festa que promete ocupar o bairro do Jaraguá, em Maceió, com muita identidade e conexão coletiva.

O evento será realizado na Hype House, das 22h às 4h30, e surge da iniciativa de quem quer ver a cena cultural pulsar de forma viva, fazendo com que a capital alagoana se conecte com suas próprias pessoas, quebradas, grotas e bairros, dialogando também com o Brasil e o mundo de forma contínua.

Para isso, a festa reúne DJs atuantes na música alagoana, que conduzem a noite com sets que transitam dos bailes às ruas e chegam à pista. A primeira edição já nasce especial ao dialogar com o período da Semana Santa, apostando em um line-up formado por artistas que movimentam a cena maceioense com autenticidade e a força de quem faz arte a partir de diferentes perspectivas e sonoridades, sem esquecer suas raízes.

Entre as atrações confirmadas estão DJ KM, com um repertório que transita entre rap, reggae, dancehall, afrobeats e hip-hop; DJ Okiiisa, com sets que valorizam a feminilidade negra; DJ SiQ, que mistura afrobeat, rap, reggae e brasilidades; além de DJ Jess e DJ V. Gama, que completam a programação com vertentes da música urbana contemporânea.

Idealizada pelos produtores culturais e DJs Kauan Matias (DJ KM) e Isadora Ricardo (DJ Okiiisa, a AMÚVK nasce como um movimento que vai além da festa. A proposta é criar um espaço de pertencimento, onde diferentes públicos se reconheçam na música e na experiência compartilhada.

“A ideia é construir um ambiente onde a galera se identifique com a cultura, com os sons e com a energia. A AMÚVK é uma celebração dos ritmos que vêm das ruas, das periferias, da linguagem urbana ou até mesmo rural, desde que seja popular e acessível”, explica Matias.

De acordo com o produtor, o nome remete à ideia de “muvuca”, expressão que traduz um grande encontro, um ajuntamento pulsante de pessoas e vivências. É justamente essa essência que guia o projeto: não se limitar a um único estilo, mas crescer a partir da mistura de ritmos e das histórias das pessoas que estão ali para se encontrar, dançar e se divertir.

A palavra “muvuca” tem origem na língua quicongo, do grupo bantu, derivada do termo mvúka, que significa aglomeração ruidosa, celebração ou mistura. Incorporada ao português brasileiro, a expressão passou a designar, de forma popular, uma multidão barulhenta, marcada pelo agito e pela intensidade dos encontros — conceito que dialoga diretamente com a proposta da festa.

E o convite é direto, tá? “Chegue cedo, viva inteiro, a cidade é nossa”, intimam os organizadores  na descrição do evento. Os ingressos podem ser encontrados na plataforma Sympla ou nas redes sociais da festa.

Dress code

Cada etapa da’Muvúk é pensado com muito zelo pelos produtores. A ideia é de que a festa reflita aquilo que eles próprios gostariam de ver em Maceió. Fazendo acontecer, a edição Santa da Múvuk tem dress code sugerido. O destaque vai para o “Brasil Core”, dress code oficial da festa, que propõe ao público incorporar referências da cultura popular brasileira.

A estética é sintetizada na identidade visual da AMÚVK SANTA, que traz elementos como o “cachorro caramelo”, claramente um símbolo brasileiro, portando uma “juju”, como são conhecidos os óculos “Juliet”, além das sandálias Kenner e as mesas e cadeiras de plástico.
 
Múvuk Produções

Mais do que uma festa, a MÚVK Produções chega ao mercado artístico e cultural alagoano colocando os pés na porta e se posicionando como um agente de fomento cultural em Maceió, apostando na ocupação da cidade por iniciativas independentes e na valorização de artistas locais. A intenção é fazer acontecer por quem quer ver acontecer e com isso, fortalecer a cena, criar novas conexões e ampliar os espaços de expressão.

“Queremos que seja algo grande, que cresça com a cidade e com as pessoas. A AMÚVK não quer se definir nem se limitar, quer se expandir”, reforça Kauan Matias.