Enquanto MP-AL aponta prejuízo de R$ 142 milhões na previdência estadual, Iprev de Maceió quadruplica patrimônio e chega a R$ 1,6 bilhão

14 de setembro de 2026 às 14:07
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Foto: reprodução

Por Redação 

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) questionou operações realizadas com recursos do Fundo Previdenciário estadual e pediu a devolução de R$ 142,3 milhões. Segundo a ação, a venda antecipada de títulos públicos federais teria provocado redução no patrimônio do fundo.

De acordo com o MP-AL, os títulos foram negociados entre novembro e dezembro de 2022. Além do valor apontado como prejuízo, os promotores avaliam que também houve perda dos rendimentos que seriam obtidos caso os investimentos fossem mantidos até o vencimento.

Na contramão do cenário estadual, o Maceió Previdência apresentou crescimento expressivo nos últimos anos. O instituto saiu de aproximadamente R$ 390 milhões em reservas, em 2021, para R$ 1,6 bilhão em abril de 2026, maior patrimônio da história da previdência municipal.

O avanço representa cerca de R$ 1,21 bilhão acrescentado às reservas em cinco anos, um crescimento nominal de aproximadamente 310%. Atualmente, o fundo municipal supera em cerca de R$ 300 milhões a reserva previdenciária capitalizada de Alagoas.

O crescimento do Maceió Previdência ocorre após a gestão municipal enfrentar problemas herdados de uma mudança realizada em 2017, quando aposentados e pensionistas foram transferidos para o Fundo Previdenciário sem a correspondente compensação financeira.

Enquanto isso, o governo estadual criou, em 2022, o Fundo Garantidor da Alagoas Previdência, utilizando 304 imóveis de escolas estaduais como ativos de garantia das operações. Caso os investimentos apresentem perdas, os imóveis poderão ser usados para cobrir eventuais déficits.