Estudo aponta quais cidades alagoanas tem risco de desastre natural
Redação
Um estudo da Casa Civil e do Ministério das Cidades revelou que 1.942 municípios brasileiros possuem moradores em regiões suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e enchentes. O número representa 34% das cidades do país e indica um aumento de 136% em relação ao levantamento realizado em 2012, quando 821 municípios estavam em situação crítica.
Em Alagoas, 46 municípios figuram entre os mais vulneráveis, incluindo Maceió, que aparece entre as dez cidades brasileiras com mais áreas de risco. Na capital alagoana, 70.343 pessoas vivem nessas regiões, o que corresponde a 7,3% da população. O estudo não especifica se os bairros afetados pela mineração irregular da Braskem estão incluídos no levantamento.
As cidades com mais áreas de risco são São Paulo, Teresópolis, Blumenau, Petrópolis e Nova Friburgo. Em Alagoas, além de Maceió, os municípios de União dos Palmares (16.190 pessoas), São Luiz do Quitunde (7.239), São José da Laje (4.859), Matriz de Camaragibe (6.384), Murici (5.478), Maragogi (2.700) e Atalaia (3.064) também se destacam pela quantidade de moradores em situação de risco.
No total, 8,9 milhões de brasileiros vivem em áreas suscetíveis a desastres, representando 6% da população do país. Segundo a nota técnica do governo, a situação reforça a necessidade de ações coordenadas para prevenção de desastres e gestão de riscos.
O levantamento, baseado em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e outras instituições, foi solicitado pelo governo para orientar investimentos do Novo PAC em infraestrutura e prevenção. O estudo também identificou que, entre 1991 e 2022, o Brasil registrou 23.611 desastres ambientais, resultando em 3.890 mortes e 8,2 milhões de desalojados ou desabrigados.