Alagoas registra alta de casos respiratórios graves entre crianças, aponta Fiocruz

13 de outubro de 2026 às 14:10
ALAGOAS

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Francês News

Alagoas apresenta sinais de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças e adolescentes, segundo o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 8 de outubro.

O avanço no estado está associado à circulação do metapneumovírus. Alagoas, Sergipe e Roraima integram o grupo de unidades com incidência em patamares de alerta, risco ou alto risco e tendência de aumento nas últimas seis semanas.

A descrição reúne diferentes níveis de atividade e não permite, sem consultar a classificação individual do boletim, afirmar que os três estados estejam na mesma faixa.

O cenário alagoano acompanha um movimento observado no país, onde o monitoramento identifica crescimento de casos graves associados a diferentes vírus respiratórios.

O boletim relaciona o crescimento em Alagoas e Sergipe ao metapneumovírus. A circulação desse agente também aparece em outros estados do Nordeste, conforme as informações divulgadas sobre o levantamento.

A alta entre crianças e adolescentes é um dos pontos de atenção. No panorama nacional, os pesquisadores identificaram um leve sinal de retomada do crescimento da SRAG na faixa de 2 a 14 anos.

Essa tendência não significa que todas as infecções respiratórias tenham evoluído para quadros graves. O alerta apresentado pelo InfoGripe se refere ao acompanhamento da síndrome e de sua evolução ao longo das semanas.

Na análise nacional das últimas oito semanas, o impacto da SRAG permaneceu concentrado nos extremos de idade.

A incidência foi mais elevada entre crianças de até 2 anos, enquanto os óbitos atingiram predominantemente pessoas com 65 anos ou mais, segundo os dados descritos na reportagem.

Esse recorte nacional deve ser diferenciado da tendência de crescimento observada em Alagoas. O material divulgado não apresenta o número de casos ou de mortes por município alagoano, nem detalha a ocupação de leitos no estado.

No Brasil, o levantamento aponta aumento de casos associados ao rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2. Apesar disso, as hospitalizações por covid-19 permanecem em níveis baixos no país.

Os casos relacionados ao vírus sincicial respiratório (VSR) e à influenza B apresentam queda. Já a influenza A mantém estabilidade e baixa incidência.

As diferenças mostram que o crescimento não ocorre de maneira uniforme entre os agentes acompanhados. Por isso, a identificação dos vírus ajuda a compreender quais grupos e regiões exigem maior atenção.

Diante do cenário, os pesquisadores destacam a importância de manter a vacinação contra a covid-19 atualizada entre os grupos prioritários. Também reforçam a vacinação das gestantes contra o VSR, conforme as orientações divulgadas sobre o boletim.