No Senado desde 1995, Renan Calheiros precisou renunciar após série de denúncias de corrupção

24 de setembro de 2026 às 13:52
Política

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Francês News

Renan Calheiros costuma apresentar as quatro vezes em que foi eleito presidente do Senado como prova de sua força política. A conta está correta. O que esse resumo deixa de fora é que, em 4 de dezembro de 2007, ele renunciou ao comando da Casa em meio a uma crise provocada por denúncias contra si.

Naquele ano, o Conselho de Ética investigou, entre outras acusações, a suspeita de que um funcionário da construtora Mendes Júnior teria pago despesas pessoais do senador relacionadas à pensão alimentícia de uma filha. O conselho recomendou a cassação. No plenário, porém, Renan obteve votos suficientes para manter o mandato.

A permanência no Senado não encerrou a crise na presidência. Durante a análise de representação por quebra de decoro, Renan anunciou sua renúncia. O caso também teve desdobramento judicial.

Quatro eleições à presidência do Senado compõem o currículo de Renan Calheiros. Uma renúncia em meio a denúncias também.