Greve dos Correios começa em Alagoas e trabalhadores fazem ato em centro de distribuição
Por Redação com Francês News
Os trabalhadores dos Correios em Alagoas entraram em greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11). A paralisação foi aprovada por unanimidade durante Assembleia Geral realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL).
A decisão acompanha o movimento nacional da categoria, iniciado após o impasse nas negociações da Campanha Salarial. Segundo o sindicato, os trabalhadores rejeitaram integralmente as propostas apresentadas pela direção dos Correios e decidiram manter a mobilização até que haja avanço nas negociações.
Entre os principais pontos defendidos estão a preservação do plano de saúde dos empregados, o pagamento do Ticket Extra — conhecido como Vale Peru —, as regras para o Trabalho em Dia de Repouso e a manutenção da Gratificação de Férias de 70%.
A greve atinge trabalhadores da rede operacional, das unidades de atendimento e dos centros de distribuição no estado. O sindicato não informou o percentual de adesão ao movimento nem quais serviços poderão sofrer maior impacto durante a paralisação.

Trabalhadores dos Correios iniciaram greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (11) em Alagoas. - Assessoria
Trabalhadores fazem mobilização em Maceió
Na manhã desta sexta-feira, os grevistas realizaram uma mobilização em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), localizado no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió.
O CTCE é o principal centro de distribuição dos Correios na capital alagoana e concentra parte significativa das operações de triagem e encaminhamento de cartas e encomendas destinadas aos municípios do estado.
A orientação sindical é fortalecer os atos nas unidades administrativas e operacionais. Como a greve foi anunciada por tempo indeterminado, ainda não há previsão para o encerramento da paralisação.
Os possíveis efeitos sobre entregas, atendimento nas agências e demais serviços dependerão do nível de adesão dos empregados e das medidas adotadas pela estatal para manter as atividades consideradas essenciais.
Plano de saúde está entre os principais impasses
A manutenção do plano de saúde permanece como um dos principais pontos de divergência entre os trabalhadores e a direção dos Correios. A categoria afirma que mudanças propostas pela empresa podem comprometer o custeio e a continuidade da assistência médica oferecida a empregados da ativa, aposentados e dependentes.
Os trabalhadores também cobram a preservação de cláusulas econômicas e benefícios previstos nos acordos coletivos anteriores. Segundo o Sintect-AL, as propostas apresentadas até o momento não atendem às reivindicações da categoria.
A mobilização em Alagoas integra um movimento que teve a greve aprovada em assembleias realizadas em diferentes estados e regiões do país. As entidades sindicais afirmam que a falta de acordo, mesmo após rodadas de negociação e tentativas de mediação, levou à deflagração do movimento.
O retorno ao trabalho está condicionado à apresentação de uma nova proposta que contemple as reivindicações dos empregados. O espaço permanece aberto para manifestação dos Correios sobre a greve, a continuidade dos serviços e os pontos discutidos na negociação coletiva.