Superlotação em maternidade de referência provoca cobranças e críticas ao Governo de Alagoas

21 de agosto de 2026 às 10:40
Maceió

Redes sociais

Francês News

O presidente da Câmara de Vereadores de Maceió e candidato a deputado federal, Chico Filho (PSDB), criticou nesta quinta-feira (20) a situação de superlotação na Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió. A manifestação ocorreu após o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL) divulgar novas imagens que, segundo a entidade, mostram pacientes e intensa movimentação dentro da unidade.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Chico Filho classificou a situação como um “descaso” e cobrou providências das autoridades. O vereador também atribuiu ao Governo de Alagoas a responsabilidade pela gestão da unidade e pediu manifestações do Ministério Público e da Justiça.

“É um absurdo o que estão fazendo com as mulheres na hora mais importante da vida de qualquer mulher, que é o nascimento do seu filho. O Ministério Público e a Justiça precisam se manifestar sobre isso”, afirmou.

Chico Filho também disse que pretende cobrar uma resposta do governo estadual sobre as denúncias.

“O Governo do Estado, que é o grande responsável por tudo isso, precisa se manifestar. Nós vamos cobrar do Governo do Estado a situação de descaso que vive essa maternidade. Ninguém aguenta mais esse tipo de situação”, declarou.

Novas imagens foram divulgadas pelo Sindicato dos Médicos

A presidente do Sinmed-AL, Sílvia Melo, divulgou as imagens nesta quinta-feira e afirmou que o vídeo foi gravado no próprio dia 20 de agosto. Segundo ela, os registros foram divulgados para rebater críticas de pessoas que acusavam o sindicato de utilizar imagens antigas para denunciar problemas na maternidade.

“Hoje, dia 20 de agosto de 2026, recebo mais uma vez imagens mostrando a superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica”, afirmou a dirigente sindical.

De acordo com Sílvia Melo, a unidade continua funcionando acima da capacidade, aumentando a pressão sobre médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, além de elevar o consumo de medicamentos e insumos.

A Santa Mônica é referência em Alagoas no atendimento a gestantes de alto risco e recém-nascidos.

Problemas são denunciados há meses

As denúncias sobre a situação da Maternidade Escola Santa Mônica se repetem desde maio. Em julho, o Sinmed-AL divulgou imagens que mostravam pacientes acomodadas em corredores e espaços improvisados da unidade.

Segundo relatos apresentados pelo sindicato em ocasiões anteriores, equipes médicas dimensionadas para determinado número de leitos precisavam atender pacientes além da capacidade inicialmente prevista.

Além da superlotação, o sindicato também denunciou, nos últimos meses, problemas relacionados a equipamentos e insumos. Entre as situações relatadas estavam falhas no aparelho utilizado para exames de doppler obstétrico e problemas na reveladora do equipamento de raio-X.

A Maternidade Escola Santa Mônica é administrada pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

O espaço permanece aberto para que a Sesau, a Uncisal e a direção da Maternidade Escola Santa Mônica se manifestem sobre as novas imagens divulgadas pelo Sinmed-AL e as críticas feitas por Chico Filho.