Novo vídeo mostra superlotação em maternidade do Estado em Maceió
Francês News
A presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), Sílvia Melo, divulgou nesta quinta-feira (20) novas imagens que, segundo ela, mostram mais uma vez a superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica, em Maceió. O vídeo, gravado e divulgado no próprio dia 20 de agosto, mostra pacientes e a movimentação intensa dentro da unidade, referência no atendimento a gestantes de alto risco e recém-nascidos em Alagoas.
Ao comentar as novas imagens, Sílvia Melo afirmou que recebe constantemente registros semelhantes e rebateu críticas de pessoas que, segundo ela, tentam desqualificar as denúncias alegando que o Sindicato dos Médicos utilizaria imagens antigas para retratar a realidade da maternidade.
“Hoje, dia 20 de agosto de 2026, recebo mais uma vez imagens mostrando a superlotação da Maternidade Escola Santa Mônica. Ainda há quem diga que o Sinmed usa imagens antigas para retratar a superlotação da maternidade”, afirmou a presidente da entidade.
Segundo Sílvia Melo, a unidade segue funcionando acima da capacidade, o que aumenta a pressão sobre médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. A dirigente sindical também destacou que a superlotação provoca maior consumo de insumos e medicamentos.
Denúncias se repetem há meses
O novo vídeo divulgado nesta quinta-feira não é o primeiro registro de problemas na Maternidade Escola Santa Mônica. Desde maio, médicos e o Sinmed-AL vêm denunciando uma série de dificuldades estruturais e operacionais enfrentadas pela unidade.
Em julho, por exemplo, o sindicato divulgou imagens de pacientes internadas em corredores e em espaços improvisados. Na ocasião, Sílvia Melo afirmou que a maternidade frequentemente opera acima da capacidade e que as equipes acabam atendendo um número de pacientes superior ao previsto para a estrutura disponível.
Em denúncia anterior, a presidente do sindicato relatou que equipes dimensionadas para determinado número de leitos precisavam atender pacientes extras, muitas vezes acomodadas em poltronas, macas improvisadas e corredores.
As imagens divulgadas nesta quinta-feira reforçam a cobrança por uma solução definitiva para a unidade. O foco agora, segundo o sindicato, é demonstrar que a superlotação não se trata de um episódio isolado ou de registros antigos, mas de uma situação que continua sendo relatada pelos profissionais e documentada em novos vídeos.
Falta de equipamentos também foi denunciada
Além da superlotação, o Sinmed-AL já havia denunciado problemas relacionados à falta de equipamentos e insumos na Santa Mônica. Em maio e junho, a entidade informou que o único aparelho utilizado para exames de doppler obstétrico estava sem funcionamento e que a reveladora do equipamento de raio-X também apresentava problemas.
À época, Sílvia Melo alertou para os impactos das falhas na assistência prestada às gestantes de alto risco e aos recém-nascidos. Segundo os relatos divulgados pelo sindicato, algumas soluções encontradas pelos profissionais eram consideradas paliativas, incluindo o deslocamento de pacientes para realização de determinados exames em outras unidades.
Em julho, médicos também relataram ao sindicato dificuldades relacionadas às condições de trabalho e ao fornecimento de materiais. Em depoimentos divulgados pela entidade, profissionais afirmaram que a maternidade vinha enfrentando problemas estruturais e administrativos que comprometiam a rotina de atendimento.
Sindicato cobra providências
A Maternidade Escola Santa Mônica é administrada pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
Com o novo vídeo divulgado nesta quinta-feira, o Sinmed-AL volta a cobrar providências dos responsáveis pela gestão da saúde pública estadual. A presidente da entidade afirma que a repetição das imagens demonstra que o problema continua atingindo pacientes e profissionais.
O espaço permanece aberto para posicionamento da Sesau, da Uncisal e da direção da Maternidade Escola Santa Mônica sobre as novas imagens e as denúncias apresentadas pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas.