Marina é a única voz feminina na disputa pelo Senado em Alagoas
Por Assessoria PSDB/AL
As mulheres são maioria em Alagoas, mas essa maioria está longe de prevalecer quando o assunto é a disputa pelos espaços de poder. Na eleição para o Senado Federal, são sete candidatos e apenas uma mulher: Marina Candia. A composição da própria disputa eleitoral já resume o tamanho do desafio.
O contraste chama atenção em um estado onde 52,1% da população é formada por mulheres, aproximadamente 1,63 milhão de alagoanas. A maioria feminina da população, no entanto, ainda convive com desigualdades importantes, principalmente quando o assunto é mercado de trabalho e autonomia econômica. “Eu quero mudar essa situação em toda Alagoas. Assim como já começamos em Maceió”, afirma a candidata.
A composição da própria disputa eleitoral resume a importância dessa representação: em um estado onde as mulheres são maioria da população, seis dos sete candidatos ao Senado são homens. “Nós mulheres estamos acostumadas com desafios, e foi pensando nisso que em Maceió idealizamos iniciativas que promovessem o fortalecimento da rede de atendimento à mulher”, explicou. “Agora, a discussão ganha uma dimensão estadual e Deus me preparou para mais essa batalha. Eu tenho como missão mudar a vida das pessoas”, completou.
No segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4%. Entre as mulheres, chegou a 6,4%, contra 4,6% entre os homens. Isso significa que a taxa de desemprego feminina foi 39,1% maior que a masculina no país.
É justamente nesse cenário que o Senado pode exercer um papel importante e determinante na criação de políticas públicas voltadas ao público feminino. Senadores apresentam e votam leis, participam da definição do Orçamento da União, fiscalizam políticas públicas e podem articular recursos para programas de qualificação profissional, geração de emprego e renda, empreendedorismo, saúde e enfrentamento à violência contra a mulher.
Marina chega à disputa com uma trajetória já ligada a iniciativas direcionadas à autonomia econômica feminina em Maceió. Um dos principais exemplos é o Banco da Mulher Empreendedora, programa idealizado por ela para apoiar mulheres que desejam iniciar ou fortalecer seus próprios negócios. “Quando a mulher tem oportunidade, renda e independência, toda a família sente o resultado. Eu vi isso acontecer de perto em Maceió, com milhares de mulheres que conseguiram tirar projetos do papel e transformar a própria realidade”, ressalta Marina. Desde sua criação, o Banco da Mulher Empreendedora já beneficiou 5.869 mulheres, recebeu cerca de 33 mil inscrições e destinou mais de R$ 6 milhões diretamente às participantes. Somente na edição mais recente, outras 2 mil mulheres foram contempladas.
No Senado, políticas implantadas ou experimentadas em Maceió podem ser inseridos nos programas para utilizar recursos federais capazes de alcançar mulheres dos 102 municípios de Alagoas. “O que fizemos em Maceió mostrou que política pública bem planejada pode abrir portas de verdade. No Senado, quero trabalhar para que essas oportunidades cheguem às mulheres de todo o estado”, afirma.
Além do empreendedorismo, a futura senadora ganhou destaque por idealizar também outros projetos municipais importantes, como o programa educacional Gigantinhos, o Saúde da Gente e o complexo da Casa do Autista, aproximando sua imagem de mães, mulheres e famílias da capital. Em 2025, recebeu o título de Cidadã Honorária de Alagoas, consolidando simbolicamente uma relação que já vinha sendo construída na prática.
Além de Marina JHC (PSDB), disputa para o Senado reúne ainda Alexandre Fleming (UP), Arthur Lira (PP), Davi Davino Filho (Republicanos), José Mariedson da Silva (Democrata), José Wanderley (MDB), Renan Calheiros (MDB). Marina é, portanto, a única representante feminina entre os sete nomes apresentados para a corrida ao Senado em Alagoas.