Casa do Autista e inclusão na educação: gestão JHC ampliou estrutura enquanto famílias cobram continuidade de terapias estaduais

03 de agosto de 2026 às 16:29
Política

Foto: assessoria

Por Assessoria PSDB/AL 

O debate sobre o atendimento às crianças neurodivergentes em Alagoas voltou a ganhar força após o influenciador Eric Johnson publicar um vídeo questionando o discurso do pré-candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), em defesa desse público. Na publicação, ele relembra que mais de 200 crianças ficaram sem atendimento de equoterapia, por mais de 5 meses, no Centro de Equoterapia e Zooterapia de Alagoas, em Maceió, devido à interrupção dos repasses estaduais, situação que levou mães a denunciarem regressão no desenvolvimento dos filhos e que chegou a ser discutida na Assembleia Legislativa.

Enquanto o episódio reacende as cobranças sobre a continuidade dos serviços mantidos pelo Governo do Estado, a Prefeitura de Maceió destaca que vem ampliando a rede municipal voltada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências, desde a inauguração, na gestão do ex-prefeito JHC, da Casa do Autista.

A unidade ocupa uma área de 4 mil metros quadrados, recebeu investimento de cerca de R$ 9 milhões e conta com uma equipe formada por 80 profissionais entre neuropediatras, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, nutricionistas, enfermeiros e outros especialistas. Em 2026, a prefeitura realizou um processo seletivo para reforçar a equipe, com salários que variaram de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil.

Durante a visita à Casa do Autista de uma caravana de mães atípicas do Agreste, no último dia 29, o pre-candidato ao governo JHC ouviu os relatos sobre a realidade enfrentada por quem convive com as dificuldades para encontrar tratamento para os filhos com transtornos cognitivos. “Aqui nós cuidamos das crianças, cuidamos dos pais, oferecemos todas as terapias, todos os estímulos e proteção para que essas crianças e pessoas com o espectro autista possam ter um local, uma casa como essa, multidisciplinar, para que possam ser cuidadas e bem tratadas”, explicou JHC. Ele completou que antes desse espaço havia muita judicialização para que as crianças tivessem acesso ao atendimento que atualmente a Casa do Autista oferece gratuitamente diariamente. 

A professora Rosangela tem um filho portador da Síndrome de Down e foi diagnosticado também com autismo. Durante a visita, ela comemorou a iniciativa da criação daquele espaço dedicado ao desenvolvimento para essas crianças. “Eu achei brilhante e espero e espero que seja estendida para todo o estado, porque é um projeto grandioso e realmente Alagoas está precisando, afirmou.

Maceió registra avanços importantes na política de inclusão. Atualmente, a rede municipal de ensino possui 5.489 estudantes da Educação Especial, sendo 3.381 com diagnóstico de TEA. Em comparação com 2021, houve ampliação significativa da estrutura de atendimento: as salas de recursos multifuncionais passaram de 88 para 121; o número de Profissionais de Apoio Escolar saltou de 500 para 1.730; o transporte acessível passou de 72 para 289 estudantes; e a formação continuada de profissionais cresceu de 508 para 2.399 participantes. A rede também ampliou o número de intérpretes de Libras, passando de oito para 25.

A estrutura atende, em média, 450 pacientes por mês, realizando aproximadamente 6 mil atendimentos mensais. Além das terapias, o espaço dispõe de sala sensorial, minicidade para atividades de autonomia, piscina, praça, parque e atendimento também às famílias, especialmente às mães atípicas que acompanham os filhos durante o tratamento.

Na educação especial, a prefeitura também aponta crescimento da rede de atendimento. Em julho de 2026, a rede municipal registrava 5.489 estudantes matriculados na Educação Especial, dos quais 3.381 possuem diagnóstico de TEA. Em 2021, o total de matrículas era de 3.635 alunos.

A estrutura de apoio também foi ampliada. O número de salas de recursos multifuncionais passou para 121 unidades, distribuídas entre Centros Municipais de Educação Infantil e escolas da rede. Já os Profissionais de Apoio Escolar (PAEs) saltaram de 500, em 2021, para 1.730 atualmente, atendendo 2.594 estudantes. O transporte escolar acessível também cresceu, passando de 72 para 289 crianças beneficiadas.

A prefeitura destaca ainda o fortalecimento da qualificação dos profissionais, com 2.399 participações em ações de formação continuada voltadas ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Libras, frente às 508 registradas em 2021. O número de intérpretes de Libras também aumentou de oito para 25.

Dessa forma, enquanto o vídeo de Eric Johnson questiona a interrupção de um serviço estadual considerado essencial por centenas de famílias, a Prefeitura de Maceió sustenta que tem ampliado os investimentos em atendimento especializado, saúde e educação inclusiva para crianças neurodivergentes.