Ataque em escola de PE: menina esfaqueada nas costas segue internada, mas está consciente

17 de março de 2026 às 09:11
Polícia

Três alunas ficaram feridas no ataque em escola no município de Barreiros, Pernambuco. - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Redação 

 A estudante de 14 anos ferida com quatro golpes de faca durante ataque em uma escola de Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, apresenta quadro estável e está consciente. A informação consta no boletim médico divulgado na manhã desta terça-feira (17) pelo Hospital da Restauração (HR), no Recife, para onde a adolescente foi transferida .

A jovem deu entrada na unidade na segunda-feira (16) após atendimento inicial no Hospital Municipal de Barreiros. Os golpes atingiram o abdômen e as costas. Segundo o médico Michael Zimmermann, que realizou o primeiro atendimento, uma das perfurações nas costas atingiu a região próxima à medula espinhal .

“Ela estava com sintomas nas pernas, com formigamento. A perna esquerda ela não estava conseguindo levantar. Por isso, encaminhamos para avaliação do especialista em neurocirurgia”, explicou. O profissional afirmou que ainda não é possível confirmar se houve lesão medular. “Pode estar em aberto alguma complicação em nível da medula óssea. Pode trazer prejuízo para a saúde na questão de paralisia dos membros inferiores. Fizemos exames de tomografia e radiografia, não deram alteração, mas a clínica é soberana”, detalhou .

A adolescente relatou aos médicos que sentiu “um choque” no pé no momento em que foi golpeada, sintoma comum quando nervos são atingidos .

Outras vítimas

As outras duas estudantes feridas, ambas de 14 anos, já receberam alta hospitalar e estão em casa. Uma delas foi atingida na testa e no braço; a outra, nas costas e no supercílio . A mãe de uma das vítimas descreveu o momento em que encontrou a filha como uma “cena de terror” .

O agressor e as investigações

O autor do ataque, um adolescente de 14 anos, aluno da mesma unidade de ensino, foi apreendido pela Polícia Militar logo após o crime. Por questões de segurança, ele foi transferido para uma cidade vizinha. A Polícia Civil investiga o caso .

Versões divergentes circulam sobre a motivação. A avó do adolescente afirmou que ele sofria bullying na escola e que a família teria procurado a direção, que não teria tomado providências . No entanto, o pai de uma das vítimas nega a versão. “Ele não tem autismo como estão alegando e não houve bullying. As pessoas estão criando uma narrativa para justificar o ocorrido”, disse .

Posicionamento do governo

A governadora Raquel Lyra (PSD) manifestou-se nas redes sociais afirmando que acompanha o caso e garantiu que “a situação está sob controle e as vítimas estão fora de perigo”. Ela reforçou que “em Pernambuco, escola é lugar de paz” .