Após liquidação, app do Will Bank congela, mas cobrança do cartão de crédito segue; saiba como agir

21 de janeiro de 2026 às 17:50
Economia

Aplicativo do Will Bank - Foto: Will Bank/Divulgação

Por Francês News

Com a liquidação extrajudicial do Will Bank decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21), o aplicativo do banco digital entrou em modo “congelado”: ainda é possível visualizar saldos, limites e faturas, mas nenhuma operação (PIX, transferência, pagamento) é concluída. Em contrapartida, as cobranças das faturas do cartão de crédito permanecem válidas e devem ser pagas normalmente, sob risco de juros e negativação.

A situação deixa clientes em um impasse: têm saldo na conta, mas não conseguem usá-lo para quitar débitos. “Hoje de manhã consegui pagar a fatura de dezembro. Agora, a de janeiro segue em aberto”, relata Cassandra Mendes, de 29 anos. O aplicativo exibe um aviso informando a suspensão das operações devido à liquidação.

Quando o dinheiro volta?

Os recursos em conta corrente e investimentos cobertos só serão devolvidos por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege até R$ 250 mil por CPF/CNPJ. O processo, porém, não é imediato – depende da apuração do liquidante nomeado pelo BC e da abertura de um período para solicitação, como ocorreu com o Banco Master. O FGC recomenda que os clientes já realizem o cadastro básico em seu aplicativo e aguardem instruções.

O que fazer agora?

  1. Pague suas faturas: A dívida do cartão não é cancelada e deve ser quitada por outros meios (outro banco, boleto).
  2. Tenha outro banco como principal: Migre recebimentos e pagamentos automáticos para outra instituição.
  3. Guarde documentos: Salve extratos e comprovantes de saldo da data da liquidação como prova de crédito.
  4. Não tente movimentar: Operações no app serão bloqueadas e podem ser anuladas.
  5. Acompanhe canais oficiais: Fique atento a comunicados do BC, do FGC e do liquidante (Eduardo Félix Bianchini).

Mastercard já havia suspendido as transações dos cartões Will Bank na véspera. A liquidação afeta cerca de 12 milhões de clientes e expõe a vulnerabilidade de quem concentrou suas finanças em uma única fintech em crise.