Polícia investiga morte de jovem após incêndio ocorrido na presença de líder religioso em Maceió

16 de janeiro de 2026 às 20:13
Política

Homem morreu após incêndio e polícia investiga caso - Foto: Reprodução

Por Vinícius Rocha/Francês News

A Polícia Civil de Alagoas investiga a morte de um homem identificado como Albert, que faleceu após dar entrada em uma unidade hospitalar com graves queimaduras. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do 4º Seguimento, coordenada pelo delegado Danilo Rezende.

De acordo com informações oficiais apuradas pela Francês News, o fato foi inicialmente registrado como morte a esclarecer, classificação utilizada quando ainda não há elementos técnicos suficientes para determinar a causa e as circunstâncias do óbito. Um inquérito policial foi instaurado após familiares da vítima registrarem Boletim de Ocorrência. Os órgãos periciais foram acionados, e as investigações seguem em andamento.

Até o momento, não foram divulgados oficialmente o local exato, a data e o horário do ocorrido, nem a identidade formal de outros possíveis envolvidos. A Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais, fundamentais para esclarecer a dinâmica do incêndio, a origem das chamas e eventual responsabilidade criminal.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a circulação de um vídeo que mostra Albert sendo socorrido por vizinhos, ainda com vida, após o incêndio. Há também relatos de que um homem identificado como André, pai de santo da vítima, estaria dentro do apartamento no momento do ocorrido.

Paralelamente, informações não oficiais passaram a circular apontando que André estaria sendo acusado, informalmente, de ter provocado o incêndio que resultou na morte de Albert. A Polícia Civil, no entanto, não confirma essa versão.

André nega crime e diz que vítima enfrentava depressão


Em vídeo divulgado nas redes sociais, André se pronunciou publicamente e negou qualquer participação criminosa. Em prantos e com os braços enfaixados devido a ferimentos supostamente causado pelas queimaduras, ele afirmou que era pai de santo de Albert, a quem se referiu como “filho de santo”, e relatou que ambos teriam passado o dia juntos antes do ocorrido, inclusive em um um churrasquinho no Conjunto Residencial Cleto Marques, no bairro da Santa Lúcia.

Segundo o relato, após retornarem ao apartamento, Albert teria apresentado sinais de depressão, condição que, conforme André, não era de conhecimento da família nem de pessoas próximas.

"Eu não sabia que ele ia chegar nesse ponto. Ele estava reclamando em casa, eu deixei a porta do apartamento aberta, porque a gente estava fumando. Quando pensa que não ele pegou o álcool que eu faço minhas essências, mas eu não vi, eu não vi. Quando entrei dentro do quarto para ligar o ar para a gente dormir, eu já vi o fogaréu, sai abanando ele e o fogo pegou em mim. Não fui eu, não fui eu que fiz isso com ele", diz André, no vídeo. "Quem me conhece sabe, eu cuido de pessoas, eu dou a vida por pessoas quem sabe da minha história viu, eu jamais ia fazer isso com ele, fora que eu disse a ele, 'você acabou com a minha vida, me perdoe'. 'E por que eu pedi perdão?', porque eu não consegui ajudar ele. Eu estou a disposição da Justiça, estou a disposição da polícia", completou o homem. 

Veja o vídeo: