Defesa entrega novos laudos ao STF e pede exames urgentes para Bolsonaro após decisão de Moraes
Por Francês News
Os advogados cumpriram a determinação do ministro e anexaram aos autos um pedido médico assinado pelo doutor Brasil Ramos Caiado, integrante da equipe que acompanha Bolsonaro. No documento, o médico aponta um quadro “compatível com traumatismo craniano”, além de síncope noturna associada à queda, suspeita de crise convulsiva, oscilação de memória e lesão na região temporal direita.
Diante do quadro clínico, o profissional recomendou a realização urgente de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.
Segundo a defesa, os exames são “essenciais para uma avaliação neurológica adequada” e devem ser realizados em ambiente hospitalar especializado, no mesmo hospital onde o ex-presidente vinha sendo acompanhado, para afastar o risco de agravamento do estado de saúde.
A negativa de Moraes ocorreu após a Polícia Federal informar que, no primeiro atendimento, Bolsonaro apresentou apenas ferimentos leves e não havia indicação de internação, sendo recomendada apenas observação.
Na decisão, o ministro afirmou que “não há necessidade de remoção imediata do custodiado” e determinou que fosse anexado o laudo médico da PF e que a defesa indicasse quais exames considera necessários, para avaliar a possibilidade de realização no sistema penitenciário — o que foi feito em seguida pelos advogados.
Bolsonaro sofreu a queda durante a madrugada e bateu a cabeça dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal. A defesa sustenta que o impacto representa risco à saúde, especialmente diante do histórico clínico recente do ex-presidente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o marido “não está bem” e disse que ele só recebeu atendimento quando foi chamado para a visita. Depois, o médico Cláudio Birolini confirmou um quadro de traumatismo craniano leve e indicou a necessidade de exames complementares.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, após condenação por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele já estava preso por descumprimento de medidas cautelares e passou a cumprir a pena definitiva em novembro do ano passado.
No fim de 2025, o ex-presidente chegou a ser internado no Hospital DF Star para tratar hérnias e crises de soluço, antes de retornar à prisão.