“Foi o petróleo”: Aldo Rebelo acusa EUA de agir por interesses e alerta Brasil sobre terras raras
Por Redação
O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo afirmou que a recente ação dos Estados Unidos contra a Venezuela teve como motivação central o controle do petróleo, e não a defesa da democracia. Em declaração pública, o alagoano disse que o próprio presidente norte-americano, Donald Trump, deixou claro o interesse estratégico sobre as reservas venezuelanas, as maiores do mundo.
Para Rebelo, a retórica democrática tem sido utilizada como instrumento político em disputas internacionais. Ele comparou os argumentos usados para retirar Nicolás Maduro do poder com os que, segundo ele, sustentam a exclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro do processo eleitoral. “Na geopolítica, a democracia quase sempre é um pretexto”, afirmou.
O ex-ministro ponderou que Maduro já se mantinha em uma condição ilegítima após eleições contestadas, mas avaliou que a intervenção externa representa uma violação direta da soberania venezuelana. Na sua análise, a entrevista de Trump confirma que o objetivo real da operação foi garantir acesso ao petróleo do país vizinho.
Aldo Rebelo também direcionou críticas ao governo brasileiro. Segundo ele, o Brasil deveria ter adotado uma posição mais clara diante da intervenção e levantou a hipótese de que o presidente Lula possa ter tido conhecimento prévio da operação, sem detalhar provas dessa afirmação.
O principal alerta, no entanto, foi direcionado ao futuro do Brasil. Rebelo afirmou que, assim como a Venezuela concentra petróleo, o Brasil detém grandes reservas de terras raras, insumos estratégicos para tecnologia e defesa. Para ele, o país precisa fortalecer sua política de defesa nacional diante de um cenário internacional marcado por disputas por recursos naturais.
No mesmo pronunciamento, Aldo Rebelo confirmou que decidiu disputar a Presidência da República, classificando a candidatura como “irreversível”. Ele pretende concorrer pelo partido Democracia Cristã (DC).