Os figurões da Faria Lima envolvidos pela operação da PF contra o PCC
Por Redação com Metrópoles
A Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (29), alcançou nomes influentes do mercado financeiro e do setor empresarial brasileiro. A investigação apura um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo aproximadamente R$ 250 milhões.
Entre os alvos estão fundadores de gestoras de patrimônio, executivos de instituições financeiras e empresários do setor de combustíveis. A seguir, os principais nomes citados e a relação de cada um com a investigação:
João Carlos Mansur
Fundador da Reag, gestora de patrimônio com R$ 299 bilhões sob administração e listada na Bolsa, é apontado como uma figura central na operação. Segundo a Polícia Federal, Mansur administrava os fundos Mabruk II e Hans 95, utilizados para fraudes e lavagem de dinheiro de origem criminosa.
Mohamad Hussein Mourad
Apontado como “epicentro das operações”, é CEO da empresa G8LOG, especializada no transporte de cargas perigosas. Também exercia papel relevante na Copape, companhia ligada à formulação de combustíveis, considerada peça-chave no esquema apurado.
Roberto Augusto Leme da Silva (conhecido como “Beto Louco”)
Segundo as investigações, atuava como líder do esquema ao lado de Mohamad Mourad. É citado como gestor da Copape e da Aster, empresas usadas, segundo o MPF, para fraudes fiscais, falsificação de documentos e lavagem de capitais.
Ricardo Magro
Controlador da refinaria Refit (antiga Manguinhos), Magro é acusado de fornecer combustíveis à organização criminosa por meio da distribuidora Rodopetro. Já havia sido preso em 2016 por envolvimento em desvios relacionados a fundos de pensão.
Maurício Quadrado
Sócio das gestoras Trustee DTVM e Banvox, cujos fundos, de acordo com a investigação, foram usados pelo grupo para movimentar recursos ilícitos. Ambas as instituições são alvos da operação.
Rodolfo Riechert
CEO da Genial Investimentos, é citado no processo como responsável pela administração do fundo Radford, avaliado em R$ 100 milhões. O Ministério Público afirma que o fundo foi criado pelo grupo de Mohamad com o objetivo de atender ao esquema criminoso. A Genial aparece sete vezes no documento que embasou a operação da PF.