Com aprovação ruim, Lula é aconselhado a buscar evangélicos e viajar
Metropoles
Com a aprovação do governo despencando, o presidente Lula ouviu conselhos de senadores, em jantar na quarta-feira (2/4), para tentar melhorar sua popularidade a um nível que lhe garanta a reeleição em 2026.
Integrantes da bancada evangélica no Congresso, os senadores Eliziane Gama (PSD-MA) Carlos Viana (Podemos-MG), por exemplo, aconselharam Lula a tentar se aproximar mais do eleitorado evangélico.
Em seu discurso, segundo apurou a coluna, Eliziane disse que Lula seria hoje o candidato mais forte para 2026. Ela afirmou que, por ser o melhor cabo eleitoral de si mesmo, o presidente deveria retomar o contato com o eleitorado.
Além do público evangélico, que costuma ser mais simpático a Jair Bolsonaro, Eliziane recomendou a Lula aumentar o número de viagens. Especialmente para o Nordeste, região onde o petista costuma ter ampla maioria dos votos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anfitrião do encontro entre Lula e os senadores, também teria concordado com o favoritismo do petista para 2026, segundo relatos.
Mea-culpa de Lula e críticas à Marina
O jantar de Lula aconteceu na residência oficial do presidente do Senado, em Brasília, e reuniu 14 senadores. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hofffmann (PT), acompanhou o presidente no encontro.
O evento ocorreu horas após pesquisa Genial/Quaest mostrar uma piora na popularidade do governo, com aumento de sete pontos na desaprovação, para 56%, e queda de seis pontos na aprovação, para 41%.
Segundo relatos de senadores, Lula fez um mea-culpa durante o jantar sobre a comunicação do governo. O petista admitiu que sua gestão precisa encontrar uma forma mais efetiva de se comunicar com o eleitorado.
No encontro, que começou por volta das 19h e durou até por volta das 22h30, todos os senadores puderam discursar. “Foi uma reunião mais para o presidente ouvir do que falar”, disse um senador à coluna, sob reserva.
Em suas falas, os senadores também fizeram críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), como noticiou a coluna. As reclamações partiram sobretudo de parlamentares da região Norte.
Marina foi criticada por atrasos nas concessões de licenças ambientais para projetos como a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a reconstrução de um trecho da BR-319 entre Manaus e Porto Velho.