Renan Filho cita recorde de empregos, mas não apresenta metas para medir resultado da qualificação profissional
Por Redação
Durante sabatina da TV Pajuçara nesta terça-feira (8), o candidato Renan Filho foi questionado sobre quais indicadores utilizaria para avaliar os resultados de sua política de qualificação profissional, especialmente quantos alunos conseguiriam emprego após concluir os cursos. O candidato, porém, não apresentou metas de inserção no mercado de trabalho, prazo de acompanhamento ou percentual de empregabilidade.
“O Brasil está em mínima de desemprego histórica. Isso é importante. Alagoas também está em máxima de carteira assinada histórica”, afirmou Renan. A resposta destacou o cenário geral do mercado de trabalho, mas não apresentou indicadores numéricos e nem esclareceu como o governo pretende medir os resultados específicos dos cursos de qualificação.
Segundo os dados do IBGE, no primeiro trimestre de 2026, Alagoas registrou taxa de desocupação de 9,2%, uma das maiores do país, enquanto a subutilização da força de trabalho chegou a 26,1%. Os indicadores mostram que o desafio não se limita a oferecer cursos, mas também a ampliar oportunidades efetivas de trabalho e renda.
O mercado formal também apresentou resultados negativos em períodos recentes. Em abril, o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou fechamento líquido de 1.505 vagas em Alagoas. No acumulado do primeiro semestre, levantamento divulgado pelo Novo Caged apontou saldo negativo de aproximadamente 8,2 mil postos de trabalho com carteira assinada.
Maceió concentra parcela expressiva dos empregos do estado
Na comparação com a capital, os dados da Rais mostram que Maceió reunia 346,1 mil vínculos formais, o equivalente a 45% do total alagoano. Levantamento com base no Caged divulgado em setembro, apontou que a capital respondeu por 6.560 dos 12.244 empregos acrescidos ao estoque estadual nos 12 meses anteriores, participação de 53,6%. Os números evidenciam que a política de geração de empregos em Maceió faz a diferença na economia alagoana e tem participação expressiva na geração de empregos formais.
A questão que permaneceu sem resposta na sabatina é objetiva: qual percentual dos jovens qualificados pelo governo deverá conseguir emprego ou gerar renda, em quanto tempo e como esse resultado será acompanhado? Sem metas e indicadores definidos, o discurso sobre qualificação não permite à população verificar se a política funcionou.