Desemprego em Alagoas sobe para 9,2% e estado tem uma das maiores taxas do Brasil

14 de maio de 2026 às 17:36
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Alagoas registra taxa de desocupação de 9,2% no primeiro trimestre de 2026 - Foto: Jonathan Lins/Secom Maceió

Por Redação

A taxa de desocupação em Alagoas apresentou alta no primeiro trimestre de 2026, atingindo o índice de 9,2%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua. O percentual equivale a aproximadamente 121 mil pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho no estado.

O desempenho representa um aumento de 1,2 ponto percentual em comparação ao último trimestre de 2025, quando o índice era de 8,0%. No cenário nacional, Alagoas figura na segunda pior posição do ranking de desemprego, empatado com Pernambuco e Bahia. O estado do Amapá lidera a lista negativa com uma taxa de 10,0%.

De acordo com o IBGE, o crescimento da desocupação no início do ano é um movimento sazonal recorrente. O fenômeno é impulsionado pelo encerramento de contratos temporários firmados para as festas de fim de ano, além do término de vínculos em setores públicos municipais, como educação e saúde. No Brasil, a taxa média de desemprego ficou em 6,1% no mesmo período.

Subutilização e informalidade preocupam

A pesquisa revela um cenário ainda mais complexo quando analisada a subutilização da força de trabalho. Esse indicador, que soma desempregados e pessoas que trabalham menos horas do que gostariam, atingiu 26,1% em Alagoas. Isso significa que cerca de 390 mil cidadãos estão subutilizados, a terceira maior taxa do país, atrás apenas do Piauí e da Bahia.

A informalidade também permanece como um desafio estrutural no estado. Mais de meio milhão de trabalhadores (506 mil) atuam sem carteira assinada ou garantias trabalhistas. Em contrapartida, o número de profissionais com vínculo formal no setor privado é de aproximadamente 361 mil pessoas. O nível geral de ocupação sofreu uma queda de 1,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, afetado principalmente pelo setor de alojamento e alimentação.

Renda média dos trabalhadores

Apesar das oscilações na ocupação, o rendimento médio real do trabalhador alagoano manteve-se estável. O valor médio registrado foi de R$ 2.536, sem variações significativas em comparação aos períodos anteriores. Os setores da construção civil e da indústria foram os que apresentaram maior resiliência, mantendo seus níveis de emprego estabilizados no início deste ano.

A PNAD Contínua monitora o mercado de trabalho através de entrevistas em mais de 200 mil domicílios em todo o território nacional. Os próximos dados, que compreenderão o trimestre encerrado em junho, devem ser publicados pelo IBGE no dia 14 de agosto.